sábado, 6 de outubro de 2012



 Encontro mais comprinhas (:
 Como será (:

 Nesse video meninas eu estou citando como será meu canal do youtube qualquer coisa eu estarei falando aqui no blog ok ?


 O Diário de Anne Frank --'

 Prefácio do livro :  ANNE Frank pertencia a uma família judaica de Frankfort
 que, em 1933, fugindo às perseguições do regime hitleriano,
se refugiou na Holanda, onde supunha encontrar a paz e a segurança. Mas, logo depois da
invasão da Holanda pelos alemães, as perseguições aos judeus continuaram ali com tal violência
que os Frank resolveram - mergulhar -, designação que então se dava ao desaparecimento
voluntário de pessoas perseguidas-ou por razões políticas ou por discriminações raciais-e que
passavam a ter uma existência ilegal ou clandestina. Durante dois anos, que abrangem o período
de guerra de 1942 a 1944, não podem sair à rua e vivem sob a constante ameaça de serem descobertos pela polícia. Anne, rapariga em pleno período de desenvolvimento físico,
esse período delicado e importante na vida de qualquer
adolescente, mas especialmente decisivo quando se tem uma
sensibilidade e uma inteligência como a dela, escrevia com
regularidade um diário, em forma de cartas, a uma amiga
imaginária. Este diário tornou-se não só um dos mais
comoventes depoimentos contra a guerra, contra a injustiça e a crueldade dos homens como,
também, um dos mais puros documentos psicológicos que todos, e sobretudo os que contactam
com gente nova, deviam ler.
 Anne não escreveu o seu diário a pensar na publicidade, nem
porque fosse incitada a fazê-lo, mas única e simplesmente
porque tinha de o escrever-para si própria, para - aliviar - o coração, como ela diz várias vezes,
por essa forte necessidade íntima que caracteriza o artista e a que ela não se poderia furtar, nem
que quisesse.
 "Quando escrevo sinto um alívio, a minha dor desaparece, a
 coragem volta... Ao escrever sei esclarecer todos os meus
pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias".
,Não se trata, portanto-e isto é fundamental-, de uma dessas
produções de menino prodígio, lançado e explorado pela família
 comercialmente, mas sim de uma autêntica obra de arte a que
 um crítico suíço chamou - uma confissão clássica da
puberdade de hoje, que ultrapassa todos os limites do
circunstancial.
 Como é que foi possível escrever-se uma obra destas entre os
treze e os quinze anos de idade? Tão extraordinário caso tem
a sua explicação: o isolamento, os sacrifícios diários, as
angústias, o medo e, principalmente, a morte, a pairar sobre
esta criança de uma inteligência e de um espírito de
observação invulgares, fizeram
com que ela amadurecesse prematuramente e fosse assim, pouco
a pouco, penetrando em regiões que, em circunstâncias normais,
só viria a explorar muito mais tarde. Ela própria sente isto e
explica-o: "Vim para o anexo quando tinha treze anos e, por
isso, fui obrigada a refletir mais cedo sobre o Mundo e a fazer a descoberta de mim mesma como de um ser humano que
deseja ser independente..No entanto é preciso notar: Anne não
perde a frescura infantil nem esses gostos próprios do
adolescente, como por exemplo colecionar fotografias de
artistas de cinema ou fantasiar-se
com as roupas dos adultos. É que Anne não é um monstro, Anne
é apenas uma adolescente a quem quiseram roubar o direito de o ser.
.Nem a criança nem o adolescente sabem, em regra, compreender-se e analisar-se. É o adulto
que, com a distância dos anos, a experiência da vida, a cultura e a serenidade
indispensáveis, contempla e interpreta estes períodos passados
da sua vida. Por isso Anne Frank há-de ser um dos casos à
parte na literatura universal, com um significado denso e único.
 Anne Frank vivia torturas que marcam qualquer indivíduo
de qualquer idade mas muito especialmente um indivíduo em
formação. Forçada a viver como um pássaro na gaiola Sinto-me
como um pássaro a quem cortaram as asas e que bate,
na escuridão, contra as grades da sua gaiola estreita -, afina
os sentidos, concentra-os sobre o pequeno espaço em que a sua
vida e a dos companheiros de destino se move, procura não só
desabafar a sua revolta de adolescente, de judia expulsa da
comunidade dos homens, vítima de uma guerra impiedosa, mas, também, encontrar as
explicações e as interpretações de tudo isto.
 Ao leitor atento não pode escapar o crescendo dos
apontamentos de Anne, tanto no que respeita ao seu espírito
analítico como à própria força emocional. Se as primeiras
páginas, escritas ainda
no período de liberdade, são puramente infantis e correspondem
à sua idade real, as últimas, que precedem a interrupção
definitiva do diário, são de uma tal maturidade que nos fazem
estremecer pelo seu profundo poder de introspecção e
compreensão.
 - Vejo-me em todos os meus actos como se se tratasse de uma
pessoa estranha. Enfrento esta Anne com absoluta
imparcialidade, sem pretender desculpá-la e observo o que ela
faz de mal e de bem. Esta autocontemplação nunca me larga, e
não posso pronunciar uma palavra sem pensar logo em seguida:
"devia ter dito isto de outra maneira", ou: "foi bem dito...".
Os outros só nos podem dar conselhos ou indicar-nos o caminho
a seguir. Mas a formação definitiva do carácter está nas
próprias mãos de cada indivíduo.
 Reencontramo-nos em Anne! Sentimos a verdade, nua e crua,
em cada uma das suas palavras. E é precisamente por isso, pela
identidade dos sentimentos humanos, independentes de latitudes
e de raças, que esta obra ganha cunho de universalidade, de
documento humano.
 Eis a pergunta que nos surge: terá a morte, sempre à
espreita, dado a Anne um empurrão mais forte, obrigando-a urgentemente a apanhar e exprimir a vida em flagrante, antes
de esta lhe fugir?
 Ao considerar que Anne se limita quase exclusivamente a
apontar os acontecimentos diários da vida no esconderijo,
verificamos com espanto que nunca lhe falta assunto. Até uma
caneta, que por engano foi parar ao fogão e ardeu, lhe serve
para escrever uma "Ode à minha caneta". Num estilo simples,
cristalino, invulgar em pessoas da sua idade, que costumam
usar uma linguagem pretensiosamente - literária -, desenha,
com admirável facilidade, o ambientt e as pessoas.
 Todas as figuras se tornam nossas conhecidas, familiares,
com as suas atitudes e os seus comportamentos tantas vezes
contraditórios e, justamente por isso, tão reais. Anne não vê
com sentimentalismo nem com ódio, e como no seu mundo não há
ninguém perfeito nem ninguém absolutamente imperfeito, todos são vivos, quase palpáveis.
 É óbvio que as reacções de Anne dependem muito da sua disposição e que as suas personagens
surgem filtradas pelas suas dores, desânimos, alegrias, paixões e perspectivas, de modo que umas
vezes são mais aceitáveis do que outras. Mas não é assim, mesmo na vida, e não vemos nós, ao
fim e ao cabo, as
pessoas não apenas como são, mas também conforme a nossa
disposição do momento?
 Não falta a Anne aquele raro dom que Thomas Mann considerava
indispensável para se seguir uma obra de arte:
 o sentido do humor. Estudando-se sempre a si própria, ela
reconhece os seus defeitos e as suas quaLidades. E quanto ao
seu sentido do humor diz:
 "...e mesmo nos momentos mais perigosos, vejo ainda o
cómico da situação e não posso deixar de me rir".,Se, por um
lado, o próprio Thomas Mann está presente nesta frase, está-o
talvez mais ainda Charlie Chaplin..Não vê ele nos momentos
mais trágicos, mais perigosos - e mesmo na sua balada judaica
"O Ditador" -o cómico das situações?
 Assim, parece-nos verdadeiramente chaplinesca a descrição do
assaLto ao armazém, nessa terrível noite que ficará gravada na
memória de todos como a mais angustiosa das noites passadas
no - anexo -, onde se pressente, apesar do abalo forte que
Anne sofreu, o sorriso a brincar-lhe nos lábios quando ela,
por exemplo, conta como acordou com a cabeça da sra. van Daan
em cima dos seus pés. Chamamos também a atenção para cenas
como aquela em que o grupo - mergulhado - descasca as
batatas, ou aquelas em que a sra. van Daan desafia o marido
com as suas conversas políticas. Em meia dúzia de traços,
através de diálogos vivos
e sem que a autora intervenha a explicar as personagens, elas
são recortadas de modo que se nos revelam com todas as suas
virtudes, manhas e limitações.
 Talvez haja momentos em que Anne possa parecer-nos demasiado dura, sobretudo quando fala das suas relações com a mãe,
ou se queixa do pai, este admirável homem que ela, bem o sentimos, coloca acima de tudo e de
todos. Mas a dureza de Anne não é mais do que o resultado do conhecido conflito da
adolescência a que ela, por ser inteligente e incapaz de aceitar as coisas incondicionalmente, dá
expressão. O choque com a mãe, pouco atenta aos problemas íntimos da fiLha, é inevitável e
agrava-se devido às circunstâncias em que são obrigadas a conviver. Provavelmente, ter-se-ia
atenuado numa vida normaL, como aliás a própria Anne reconhece mais de uma vez.
 Todos os - mergulhados - sofrem as consequências daqueLe
isolamento. Sentimos-lhes a tensão nervosa que, em grande
parte, provém da saturação de um convívio ininterrupto e
forçado, em espaço tão restrito. E Anne, vendo como a
mesquinhez se apodera daquela gente a que falta a liberdade,
põe-na em flagrante contraste com esses corajosos holandeses, os protectores do pequeno grupo,
que, sempre que entram em cena, trazem consigo a aragem fresca do mundo exterior.
 Mas, apesar de tudo, dá-se no pequeno mundo de sofrimentos
do - anexo - o eterno milagre da vida: o despertar do amor
entre Anne e Peter. São de uma insuperável pureza as
descrições dos seus primeiros idílios. "Quando o Peter e eu
estamos sentados num caixote duro, no meio de ferros velhos e de pó, muito juntos, eu com um
braço em volta dos seus ombros, ele com um braço em volta dos meus ombros, quando ele
brinca com uma madeixa do meu cabelo, quando lá fora se ouve o chilrear dos pássaros, quando
se vêem as árvores a pintarem-se de verde, quando o Sol nos chama e o ar é todo ele azul, oh!,
então os meus desejos são infinitos". Mas sabemos desde logo que aquele rapaz bonito, bom, um
tanto simplório, não pode corresponder às ânsias e exigências de uma rapariga como Anne que,
em determinada altura, aponta no seu diário: "O melhor seria que ele, na maior parte das vezes,
estivesse acima de mim", e mais tarde: "O Peter e eu passamos
os dois anos mais importantes para a nossa formação aqui no
anexo, falamos muitas vezes sobre o passado, o presente e o
futuro, mas, como eu já disse, sinto a falta de qualquer coisa
de mais autêntico; e eu tenho a certeza de que essa coisa
existe". De resto, Anne, pela força e intensidade da sua vida interior, pela sua imensa sede de
penetrar nas profundidades da vida e ainda pelo que nela há de extraordinário, digamos mesmo
de maravilhoso, e, em certa medida, de inacessível para pessoas como o Peter van Daan, está,
desde logo, condenada àquela solidão de todas as pessoas que ultrapassam os limites das normas
gerais.
 Por tudo o que neste livro está expresso: os problemas
comuns a todos nós - a nossa coragem, as nossas fraquezas e,
também, as nossas esperanças-, apercebemo-nos mais do que
nunca do absurdo
de todas as teorias de discriminação racial..Ninguém pode
deixar de sentir, ao ler as cartas de Anne Frank, como, ao fim
e ao cabo, as alegrias e as lágrimas humanas são as mesmas em
todos os seres humanos e em todas as partes do mundo.
 Assim o sentiu, também, a juventude alemã de hoje, cuja
reacção perante esta obra talvez seja, desde há muito, o mais
luminoso clarão de esperança que temos visto brilhar.
 Anne Frank, vítima de uma época de injustiças e de violências desumanas, tornou-se um símbolo. As várias manifestações de
simpatia de que é objecto culminaram, em 1 de Março último,
com uma peregrinação de jovens alemães ao antigo campo de
concentração de Bergen-Belsen, onde o corpo de Anne foi
atirado, com centenas de milhares de outros corpos, para a vala comum. - Não queremos trilhar
os caminhos dos nossos pais -, é o lema desta nova juventude.
 E vem-nos à mente esta frase que Anne escreveu pouco antes da sua deportação para as fábricas
da morte: "Creio no
que há de bom no homem" frase que define toda a força e
generosidade dessa pobre criança, radiante da sua mocidade,
que soube exprimir todo um mundo de problemas da juventude dos
nossos dias: "Eis a dificuldade do nosso tempo: mal começam a
germinar em nós ideais, sonhos, belas esperanças, logo a
realidade cruel se apodera de tudo isto para o destruir
totalmente".
 Mas não conseguiram destruir a força de Anne Frank. A sua
obra, já traduzida em dezanove línguas e estudada nas classes
superiores dos liceus alemães, ergueu-se como implacável
libelo contra os seus assassinos. Anne Frank vive e continuará
a viver ainda por muito tempo. Em 4 de Abril de 1944 escreveu:
- Quero continuar a viver depois da minha morte -. Cumpriu-se
o seu desejo.
 Para nossa orientação e para melhor podermos informar o
leitor, pusemo-nos em contacto com o sr. Otto Frank, pai de
Anne, o único sobrevivente das oito pessoas que viveram
escondidas no - anexo -. Eis os esclarecimentos que nos deu:
 Os oito - mergulhados - foram primeiro encerrados no campo
de concentração de Westerbrok, na Holanda, e depois
transferidos para o campo de Auschwitz, na Alta Silésia, nos
princípios de Novembro de 1944. Anne e sua irmã foram levadas
para o campo de Bergen-Belsen, no norte da Alemanha, onde
ambas morreram.
.Nunca se pôde averiguar quem denunciou o esconderijo.
 Os adultos falavam quase sempre em alemão, porém os adolescentes, que tinham frequentado a
escola de Amesterdão,
preferiam falar e escrever em holandês.
 Salvaram-se e ainda existem alguns dos contos de fadas e
outras histórias que Anne escreveu. Dois deles estão
publicados em língua holandesa e alemã com os títulos - Wet
je nog - e - Weisst du noch -, respectivamente .

Livro on-line O Diário de Anne Frank




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

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   Mista + Surpresas e notícias .

 Bom meninas a noticia é que .... Eu vou abrir um canal no Youtube uhuuul  , bom mais para isso eu preciso da ajuda de vocês ok ? Então meninas e a surpresa é que ... que .... que vai ter sorteio no blog uhuul . Bom meninas a respeito sobre o canal no youtube , é eu não sei exatamente o que postar certo ? Então vou precisar da ajuda de vocês , falando como vocês que que seja os videos sobre qual assunto etc etc ... Eu prefiro que vocês falem lá no meu ASK . Ok meninas ! Agradeço de coração mesmo por vocês ter me ajuda ... E agora sobre o sorteio :0 bom meninas eu ainda não sei exatamente quando eu colocarei o formulário aqui para vocês mais continuem seguindo o blog que logo logo eu estarei liberando ok !

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